segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Galeria Melissa - Sampa


Essa loja da Melissa na Oscar Freire é muito bacana. Toda pessoa que trabalha com imagem, design, arquitetura, moda, deveria conhecer. O elefante fica entrada da loja.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Para onde os pássaros vão?







Para onde os pássaros vão?
Será que à procura do norte
Ou de um pedaço de pão?

Se voam sós
Alto e veloz
Ou com seu bando
em voo lento
não sei para onde eles vão

só sei que o lugar deles
é certo
eles seguem a mesma direção

os pássaros sempre voam
e nunca voam em vão

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Démons et Merveilles - Julio Cortázar


De colinas y vientos de cosas que se denominan para entrar como árboles o nubes en el mundo
De enigmas revelándose en las lunas rotas contra el aljibe o las arenas
yo he dicho y esperado
Creo que nada vale contra esta caricia abrasadora que sube por la piel
Ni el silencio, ese desatador de sueños
Vivir oh imagen para un ojo cortado boca arriba perpetuo

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Na vida estou só de passagem
Não sei se sou eu que mudo
Ou é a paisagem

sábado, 17 de outubro de 2009

Se

Se nada nos separa
Nem a medida do tempo
Nem a medida da luz
É porque nos sabemos desde sempre
sem que a memória nos deixe
distrair

se lembro
somente quando te perco
por um instante
chega
a hora de voltar novamente

Se te olho
Seu sorriso é meu
Se te toco
Minha pele é sua

Se você está
para sempre
são meus sonhos
Raros
Perdidos
confusos

Se eu te amo
Não quero perder-te
Embora nosso amor
Seja vão
somente

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Um olhar sobre os Campos Gerais


domingo, 27 de setembro de 2009

Quando as coisas não estão em seu devido lugar


e nem precisam estar.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Enquanto isso, em Curitiba

sábado, 12 de setembro de 2009

Para ver, sem falta

Inspirado em um conto de Cortázar, dirigido por Antonioni e um elenco fera. Imperdível.

sábado, 29 de agosto de 2009

Para ler, sem falta

Publicado no blog do Solda: http://www.cartunistasolda.blogspot.com/

Acaba de ser publicada pela Oxford Press University, a mais importante editora universitária dos EUA, a mais completa e importante antologia editada até agora, em língua inglesa, sobre a literatura latino americana, cobrindo 500 anos de produção em língua portuguesa e espanhola. Do bruxo Francisco Madariaga a Cesar Vallejo, Octavio Paz e Jorge Luis Borges. O Paraná é mesmo a terra da literatura. Nada menos do que três paranaenses em grande destaque: Paulo Leminski (Catatau), Josely Vianna Baptista (Poetry) e Wilson Bueno (Paraguayan Sea).
The Oxford Book of Latin American Poetry. Edited by Cecilia Vicuña and Ernesto Livon Grosman, 608 pages. Jun,2009. In Stock Price: $49.95.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

pelos caminhos que ando, talvez um dia seja, só não sei quando. ( Paulo Leminski).

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Gentileza



Estava eu, num fim de tarde, depois de um longo dia de trabalho, esperando para chegar em casa, enfim. Na correria dos ônibus, carros e pessoas circulando descompassadamente, cheguei ao ponto de ônibus e tentando abstrair a confusão, olhei para o céu, percebi a catedral no crepúsculo, deixando me perder nos meus pensamentos líquidos, quando chegou minha condução. Então, o senhor que estava na minha frente, de aproximadamente 50 ou 60 anos, cedeu-me a vez, eu agradeci, surpresa, e fiquei pensando sobre esse gesto o trajeto todo. Ela veio, a gentileza, com seu jeito tímido e quase improvável, como um sorriso que você não espera. Não deveria ser assim, surpreendente por ser incomum. Certos gestos deveriam fazer parte do nosso dia a dia, das nossas conversas, do nosso trato. Além de não fazerem, são considerados quase obsoletos, para não dizer quase ridículos. Não preciso me acostumar com isso, aliás, com coisas piores, como a corrupção, a pobreza absoluta, a burrice. Me incomoda. Sempre. Talvez por uma questão de sobrevivência , ou de decência. De cansaço de ver o que é essencial sendo tratado como nada. Por isso, eu peço um pouco mais de gentileza, por favor.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Waldick forever




Não posso deixar de escrever sobre ele, e hoje, e, sem falta. Não só porque vi ontem o documentário que a Patrícia Pillar fez sobre o mestre, mas porque Waldick está no meu coração, forever, e mesmo que soe piegas essa declaração, é pra ser assim mesmo, não tem frase melhor do que essa. Mais do que eu achava, na verdade, pois soube que minha mãe cantava as músicas dele para mim quando eu era pequena e só fui saber disso agora. Estranhas essa “coincidências” que você sabe por “acaso”, que acontecem sem querer e que são surpreendentes. Waldick sempre foi uma referência pra mim de música, letra, visual, de vida. Achei triste o documentário sobre ele, mas talvez seja exatamente a tristeza que o fez ir tão a fundo nas letras e na sua força, coisa que ele mesmo fala: “a gente vive a vida inteira buscando a felicidade, e no fim da vida , a gente vê que ela não existe”. Do alto de sua sabedoria avassaladora, rústica, poética, caem os panos e as maravilhas de Alice, nos deixando cara a cara com o mundo real. Finalmente alguém fala de verdade, cansei de ouvir a palavra “felicidade” sendo jogada nos livros de autoajuda, nas revistas para “mulheres”, na ciência, nas palestras de “motivação”, nas prateleiras de supermercado, vão pro inferno, talvez daí saia alguma coisa boa. Hoje, a música “Cavalgada”, de Roberto e Erasmo, mas cantada e encarnada esplendidamente por Waldick, não sai da minha cabeça, como sua vida, que poderia ser mais errada, mais triste, mais infeliz, e ele conseguiu transformar tudo em poesia. Para terminar, o refrão de Cavalgada, para aliviar um pouco a nossa dor.


“Estrelas mudam de lugar
Chegam mais perto só pra ver
E ainda brilham de manhã
Depois do nosso adormecer”.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

My Funny Valentine


Em homenagem ao amor, pois mesmo quem está dentro de um mosteiro não aguenta mais ouvir falar no dia dos namorados, principalmente quem não tem namorado, como eu. Mas como sou romântica, apesar de tudo, vou deixar aqui, dedicado, todo o amor. Nada melhor do que Chet Baker. Quem sabe contagia.
My Funny Valentine
Sweet Comic Valentine
You Make Me Smile With My Heart
You're Looks Are Laughable,
Unphotographable
Yet You're My Favorite Work Of Art
Is Your FigureLess Than Greek
Is Your Mouth A Little Weak
When You Open It To Speak
Are You Smart
But Don't Change A Hair For Me
Not If You Care For Me
Stay Little Valentine Stay
Each Day Is Valentine's Day

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Milo Manara


sábado, 30 de maio de 2009

O pequeno passo

Andava em círculos, como se não houvesse um ponto de partida , nem um destino. Flutuava nesse labiríntico vazio esperando chegar a manhã e perceber seus traços novamente, sentir suas mãos pequenas tentando alcançar o espaço. Como uma vertigem rápida, ela o viu, na superfície lenta dos círculos silenciosos. Veio veloz como um relâmpago, dissipando-se na escuridão das horas, na matemática cega dos gestos, nos sons de fogo, no abismo feroz das palavras que não foram ditas. Seja meu espelho, minha noite, meu sonho dentro do teu sonho, não me deixe fugir novamente, meu amor guardei para ti, para sempre. Escreva-me por todo o corpo, me tatue nas suas páginas em branco, ignora teus sentidos, percorra minha memória como se fosse teu universo, caminha pelas minhas estradas, esqueça meu nome, reinventa-me, letra por letra, e depois, me chama para sempre, eu sou seu fim e o seu começo.

domingo, 10 de maio de 2009

Marcos, o taxista

Na volta do primeiro dia do I Congresso de Jornalismo Cultural, em São Paulo, estava perdida sem saber como voltar para casa, quando perguntei para um motorista de táxi quanto sairia até meu destino. Quando ouvi a resposta, agradeci e falei que não tinha como, pois não tinha aquele valor. Então ele me disse: “não tem problema, estou indo para esta direção mesmo, te cobro isso”, num gesto explícito de gentileza. Aceitei, com meus últimos 15 reais no bolso, quando a corrida custaria no mínimo o dobro. Às voltas com meus pensamentos dos grandes críticos e pensadores que fizeram suas palestras pensando em cultura, o taxista me perguntou: “Estou ouvindo música clássica, você gosta? Senão ponho outra coisa”. Respondi que sim, que gostava, e ele me mostrou muita coisa que ele tinha e me explicou como a música o acalmava do trânsito caótico de São Paulo. Conversamos então sobre a Virada Cultural e ele me confidenciou que tinha se emocionado ao ver o show de Maria Rita. Me contou seu maior sonho: viajar para Machu Picchu com a família, sabia que seria difícil , mas que um dia conseguiria. Com sua simplicidade e seu sorriso suingado, seu físico black soul man meio Tim Maia, meio Toni Tornado, sua elegância e sua delicadeza como uma melodia de Chet Baker, suas músicas eruditas e seu compasso lento e preciso conversamos sobre honestidade e sobre política, sobre leis e sobre valores, sobre cultura e sobre corrupção. Pensei nos contratempos dos acordes musicais, naquele espaço entre uma nota e outra, no que nos transforma e nos emociona, nas analogias do conhecimento e do saber na vida como ela é, do que vemos e do que não sabemos, e do que realmente somos, afinal. No final da corrida perguntei seu nome, ele me disse, “Marcos”, disse o meu, agradeci pela corrida e ele me falou: “ você é uma grande pessoa”. Não, Marcos, grande pessoa é você.

sábado, 25 de abril de 2009

Aqui não tem Chanel


O mundo está ficando chato. Essa onda politicamente correta (PC) que começou nos EUA há alguns anos atrás está se alastrando. E não que estejam errados, mas são insuportavelmente chatos. Qualquer esbarrão em mulher é considerado atentado ao pudor, qualquer termo que não seja o deles é considerado racista ou preconceituoso, convenhamos, o preconceito se forma na ignorância e deve ser combatido, o problema é que chega num nível de extremos e daí, mais ninguém tem razão. Agora a nova moda é ser antitabagista e fazer todos os lugares serem contra o consumo de cigarros, diga-se de passagem, de livre venda nos países. Os EUA estão nisso faz tempo, a Europa aderiu e agora chegou ao Brasil. Daqui a pouco ninguém mais poderá fumar em locais destinados à diversão. E, qualquer fumante sabe fumar faz parte disso (da diversão). Os PCs alegam é que eles têm direito à liberdade de respirar sem sentir o cheiro da fumaça e não fazer mal ao seu corpo. Oras, então vão num parque, numa sauna, num SPA ou fazer turismo de aventura, não frequentar um bar. E outra: o cerne da questã é que a liberdade que eles tanto têm direito é a mesma de quem fuma. Bom, tem vários pontos que podem ser favoráveis ou negativos, mas não gosto de ficar levantando bandeiras, sob o risco de me tornar tão mala quanto essas pessoas.

Absurda e igualmente ridícula e desanimadora foi a proibição em Paris do cartaz do filme sobre a estilista Coco Chanel, onde a atriz, Audrey Tautou, que a interpreta, aparece fumando. A alegação é que isso seria uma propaganda indireta ao consumo de cigarros. Até mesmo o ex-ministro da saúde da França e a atual ministra acharam ridícula a proibição. Chanel foi uma mulher revolucionária, ousada, inovadora, ela fumava numa época onde as mulheres não podiam fumar em público, algo que está se tornando a realidade dos dias atuais (estamos retrocedendo). A sua imagem de pijamas e cigarro no cartaz representa o que ela simbolizou na época em que viveu, e pior, se ela o fizesse novamente hoje seria considerada igualmente fora do padrão, julgada por conceitos morais cheirando a mofo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Libertas


Obra de Candido Portinari - Tiradentes
"Tudo que é realmente grande e inspirador é criado pelo indivíduo que pode trabalhar em liberdade." (Albert Einstein)

sábado, 11 de abril de 2009

Salve Jorge


Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem, nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se quebrem sem ao meu corpo, amarrar.